História do Linux

•13 de abril de 2009 • Deixe um comentário

O Linux foi criado pelo estudante finlandês de Ciências da Computação da Universidade de Helsinque, chamado Linus Torvalds, que inspirou-se em um sistema operacional compatível com o Unix desenvolvido por Andrew Tanembaum, chamado Minix

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Fig-  Linus Torvarlds – criador do Linux

Linus começou a interessar-se por computadores quando digitava programas à pedido de seu avô, que possuía um VIC-20, o qual foi, mais tarde, herdado por Linus. Depois desses primeiros contatos, surgiu no finlandês uma interminável vontade de sempre conhecer mais sobre os computadores. Desde então, a maior parte de seu tempo é dedicada a estudos na área de computação. Ele mesmo se considera um “geek”, que é um termo que designa especialistas na área de informática (algo como “nerd” aqui no Brasil). Na fria Finlândia, como dizia a própria mãe, bastavam um quarto e um computador para que Linus se sentisse satisfeito.

A priori, o desenvolvimento do Linux não tinha um projeto definido. A idéia de Linus era fazer um Minix melhor do que o Minix, uma vez que o professor Andrew Tanembaum havia desenvolvido o Minix como uma ferramenta acadêmica, sem intenções de uso cotidiano, e não fazia mudanças sugeridas pelos seus usuários.

Em 5 outubro de 1991, Linus disponibilizou a versão 0.02  do núcleo do Linux, através de uma mensagem de news convocando programadores interessados a participar do processo de desenvolvimento do sistema. Esta versão era bem mínima conseguindo rodar as ferramentas como: interpretador de comandos (bash), compilador C (gcc), compressor (compress). Na época, era ainda dependente do minix para ser compilado e era dependente da plataforma i386 (Intel 386).

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Fig. 1.4 – Tux: mascote do linux

Esta versão não tinha nenhuma restrição de uso, assim como outros sistemas da época, tais como: Hurd, que ainda não estava utilizável; e 386BSD, que deu origem ao atual FreeBSD, liberado em 1993 com diversos problemas no desenvolvimento de projetos na época.

Vários fatores ajudaram a rápida expansão do Linux depois de seu lançamento: Popularização dos computadores pessoais: o Unix era o S.O. padrão para estudos em universidades, porém, utilizam plataformas proprietárias relativamente caras. O Linux se tornou uma opção para resolver este problema, permitindo o uso dos baratos computadores pessoais. Projeto GNU: o projeto GNU, criado por Richard Stallman em 1984, surgiu com o intuito de apoiar a liberdade de software (veja seção mais adiante sobre Software Livre). Na época do surgimento do Linux, Stallman apoiava e pretendia adotar o kernel Hurd, porém este não estava utilizável; então o Linux acabou sendo o kernel preferido para rodar as centenas de programas livres disponiblizados pelo projeto, porém o Hurd continua sendo o kernel oficial do sistema operacional GNU.

Distribuições Linux: no sentido de tornar o Linux o mais utilizável possível, surgiram instituições comerciais e não-comerciais que se dedicaram a criar uma combinação ideal de aplicativos (livres ou não) que rodam no kernel Linux. As instituições com objetivos comerciais mantiveram o licenciamento livre, porém mantendo-se através de serviços agregados, tais como: suporte, treinamento e desenvolvimento customizado. Veja seção mais adiante sobre distribuições Linux.

Software Livre

Uma das principais razões do sucesso do Linux foi a sua adoção como kernel preferido para rodar os aplicativos do projeto GNU pré-existentes na época. O projeto GNU teve como objetivo inicial juntar software livre para formar um sistema todo completo. Desta forma, no intuito de reconhecer o mérito destes dois grandes projetos, a partir deste ponto trataremos o S.O. como “GNU/Linux” e não simplesmente “Linux”.

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História do Unix

•13 de abril de 2009 • 3 Comentários

Para entender como foi criado o Linux é necessário entender o sistema operacional[1] em que ele foi espelhado, o Unix. O Unix tem suas raízes no projeto MULTICS (Multiplexed Information and Computing Service), iniciado em 1965 e desenvolvido por grandes instituições da época: AT&T, GE (General Eletric) e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

O projeto MULTICS era muito grandioso e complicado desde o início, seu nome se origina das várias funcionalidades complexas para a época, tais como: multi-usuário, multi-processador, multi-níveis de diretórios, além de outros “multi”.

Depois de vários anos, como seus objetivos não foram alcançados em 1969, a AT&T resolveu abandonar o projeto, adotando o sistema GECOS como seu S.O. padrão, porém era muito mais modesto em termos de tecnologia. Segundo declarações da época, cada instituição do consórcio tinha objetivos divergentes, o que levou ao atraso do projeto.

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Ken Thompson e Dennis Ritchie- criadores do Unix e da linguagem C

No entanto, Ken Thompson e Dennis Ritchie, que trabalhavam na Bell Labs – na época subsidiária de pesquisa da AT&T- haviam criado um jogo chamado “Space War”.


Com o fim do projeto e motivados a continuar a utilização do jogo, eles tiveram que reescrever todo o sistema operacional para um computador disponível bem menos potente, um DEC PDP-7, de 4 kbytes de memória.


Criando um trocadilho bem humorado, eles resolveram dar o nome UNIX, acrônimo de UNiplexed Information and Computing Service, e que poderia ter sido escrito UNICS, mas resolveram utilizar UNIX, por ter a mesma pronúncia.

Thompson concluiu o trabalho de criar todo o Unix no verão de 1969, utilizando a linguagem BCPL (também chamada de B), e que contava com as funções básicas: editor de texto, montador (ou assembler, que transforma linguagem assembly em linguagem de máquina) e interpretador de comandos (ou shell, este será visto mais a frente com maiores detalhes).


O sistema foi continuado dentro da Bell Labs, chegando a poucas dezenas de instalações, porém só obteve grande crescimento após ter sido totalmente reescrito na linguagem C, permitindo uma portabilidade melhor para outras plataformas. A linguagem C foi derivada da linguagem B e criada por Dennis Ritchie e Brian Kernighan.


Nesta época, o sistema já contava com mais de 60 comandos, muitos deles ainda utilizados, tais como: cd – trocar de diretórios, chmod – trocar permissões, wc – contar palavras em arquivos, roff – processar texto, etc. O seu crescimento e reconhecimento culminou com a publicação na renomada revista “Communications of the ACM”


Com sua filosofia de simplicidade, padrões abertos e seu licenciamento facilitado pela AT&T, o Unix se espalhou e se desenvolveu rapidamente pelas universidades. Várias versões de Unix foram surgindo – a principal delas foi desenvolvida na Universidade de Berkeley – denominado BSD (Berkeley Software Distribution), liberado publicamente em 1977, predecessor dos atuais e bem-sucedidos BSD’s (FreeBSD, OpenBSD e NetBSD).

Outras versões comerciais também foram surgindo, tais como: Irix pela SGI em 1982, XENIX pela SCO em 1983, HP-UX pela HP em 1986, SunOS pela Sun em 1987 e AIX pela IBM em 1990


Com tantos variedades de Unix surgindo, todos com a mesma arquitetura e filosofia de sistema, porém com tendências a se divergirem, surgiu o POSIX (Portable Operating System Interface for UniX) em 1985, um conjunto de padrões definidos pelo IEEE e pela ISO que define características essenciais de sistemas Unix


O POSIX não permitiu compatibilidade de rodar programas binários entre os vários Unix, mas sim facilidade de portar um programa de um Unix para outros, através de compilação de código-fontes em C.


O POSIX contiua mantido até hoje, através de um comitê do IEEE, denominado PASC (Portable Application Standards Committee) e além dele, também surgiu um consórcio de empresas denominado Open Group, que realiza um trabalho semelhante, através do padrão “Single Unix Specification”. Devido à esta variedade de sistemas operacionais seguindo os mesmos padrões é que o Unix atualmente é considerado não mais um sistema operacional, mas sim uma família de sistemas operacionais.

[1] – Nota: Um sistema operacional (S.O.) é o software que faz a interface entre os aplicativos de usuário com os recursos de hardware do computador (processador, memória, discos rígidos, CD-ROMs, etc). Desta forma, o S.O. visa gerenciar eficazmente os recursos do computador, fornecendo facilidades para os aplicativos, como: segurança, multi-tarefa, multi-usuário, etc.

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Bill Gates x Steve Jobs

•13 de abril de 2009 • Deixe um comentário

O que é Software Livre

•12 de abril de 2009 • 1 Comentário

Cuidado com as Respostas Precipitadas

•12 de abril de 2009 • 1 Comentário

coelho_malditoUm coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais, quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.

O urso se vira para ele e diz: – Hei, coelhinho, você solta pelos?

O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
– De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa!…


Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.

Moral da História


CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!

No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso, diz:
– Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado!…
Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo!
Já contei pra todo mundo!!!

Moral da Moral


VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS SE LEMBRE DE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!

E sai a edição Edição #001 da Revista Espírito Livre

•12 de abril de 2009 • Deixe um comentário

revista_espiritolivre_001_capaHoje, domingo de Páscoa, foi lançada uma publicação digital sobre software livre, cultura geek e relacionados que promete…

A Revista Espírito Livre vem com a proposta de trazer conteúdo de qualidade, produzido por uma equipe altamente competente e atuante no Brasil e exterior. Terá periodicidade mensal e seu download é gratuito.

A equipe liderada por João Fernando, da Iniciativa Espírito Livre, é composta ainda por Hélio Ferreira na edição de arte, e como colunistas e responsáveis por artigos estão Cezar Taurion (IBM), Alexandre Oliva (FSFLA), Jomar Silva (ODF Alliance), Roberto Salomon (IBM), Edgard Costa (BrOffice.org), David Ferreira (CDLivre), Cárlisson Gaudino, Lázaro Reinã, entre outros. A revista ainda conta com Rodrigo Leão e sua tirinha do Lino e Wino, e Kárlisson com o seu já popular Nérdson não vai à Escola.

Para baixar a edição #001 da Revista Espírito Livre aponte se navegador para a seção download do site

http://revista.espiritolivre.org ou ainda http://revista.espiritolivre.org/?p=59.

The Monster Bus

•12 de abril de 2009 • Deixe um comentário